• Anuncie Connosco
  • Biblioteca Professor Serôdio
  • Sobre Nós
  • Campanhas
    • Biodiversidade e Conservação
    • Sustentabilidade
    • Resíduos e Reciclagem
    • Plásticos
    • Desflorestação
    • Energias Renováveis
  • Artigos
  • Eventos
    • Agenda de Eventos
  • Projectos
    • REDEMPREENDE
    • Projecto Jardim Rio Seco Patriota
    • Projecto EcoKanucos
    • REEDUCA
    • Programa Bukar 2025-2026
    • Projecto EcoEducando
    • Projecto Capacitar para Construir
    • Mais Projectos
  • Recursos
    • Legislação
    • Relatórios
    • Clube Verde
    • Biblioteca Professor Serôdio
  • Como Posso Ajudar
    • Seja um Doador
DOAR
No Result
View All Result
  • Campanhas
    • Biodiversidade e Conservação
    • Sustentabilidade
    • Resíduos e Reciclagem
    • Plásticos
    • Desflorestação
    • Energias Renováveis
  • Artigos
  • Eventos
    • Agenda de Eventos
  • Projectos
    • REDEMPREENDE
    • Projecto Jardim Rio Seco Patriota
    • Projecto EcoKanucos
    • REEDUCA
    • Programa Bukar 2025-2026
    • Projecto EcoEducando
    • Projecto Capacitar para Construir
    • Mais Projectos
  • Recursos
    • Legislação
    • Relatórios
    • Clube Verde
    • Biblioteca Professor Serôdio
  • Como Posso Ajudar
    • Seja um Doador
DOAR
No Result
View All Result
No Result
View All Result

Descoberta de nova borboleta azul expõe fragilidade das florestas de altitude em Angola

Luiana Guerra e David Nahenda by Eco Angola

Expedição nas Montanhas do Namba Revela Espécie Única no Mundo

Uma nova espécie de borboleta diurna foi recentemente descoberta em Angola por uma equipa composta pelo ecologista Alan Gardiner e pelos lepidopteristas (entomologistas especializados em borboletas) zimbabuanos Jonathan Francis e Shabani Ndarama. A descoberta ocorreu durante uma expedição realizada em maio de 2023, nas montanhas do Namba, na província do Cuanza Sul.

A espécie foi identificada como Iolaus francisi, sendo vulgarmente conhecida como borboleta-safira de Francis.

A trajetória que levou a esta descoberta começou em outubro de 2022, quando Jonathan Francis havia colectado duas lagartas de licenídeos desconhecidas que se alimentavam de visco nas florestas de alta altitude da cordilheira do Namba (Cuanza Sul), uma região historicamente pouco explorada devido aos impactos da Guerra Civil Angolana.

A criação dessas lagartas até à fase adulta, que resultou em duas fêmeas, revelou características incomuns, o que motivou a realização de uma expedição mais abrangente no ano seguinte. Durante essa expedição, foram finalmente observados indivíduos machos da espécie. Em 2025, os espécimes foram formalmente descritos e confirmados como uma nova espécie endémica de Angola, num estudo publicado na revista Zootaxa, em Julho do mesmo ano.

Segundo Alan Gardiner (2025), Iolaus francisi pertence à família Lycaenidae, uma das mais diversas entre os lepidópteros, destacando-se também pelos elevados níveis de endemismo. A espécie apresenta dimorfismo sexual marcado e uma coloração alar intensa e iridescente.

Nos machos, a face superior das asas exibe um azul metálico brilhante, delimitado por margens negras bem definidas. Já a face inferior é branco-prateada, com linhas finas de tonalidade alaranjada e acastanhada, que funcionam como padrão críptico (estratégia de camuflagem) quando o inseto se encontra em repouso.

Borboleta-safira de Francis - Macho: face ventral (a esquerda) face dorsal (ao centro e a direita, com variação da tonalidade do azul conforme o foco da luz). Fotos de Alan John Gardiner (2023) em Zonodo

As fêmeas apresentam uma coloração dorsal mais discreta, com azul menos intenso e maior predominância de áreas escuras, o que lhes confere um aspecto mais opaco. A face inferior mantém o padrão prateado, com variações nas linhas e manchas que permitem a distinção da espécie.

Borboleta-safira de Francis - Fêmea: face dorsal (à esquerda) face ventral (a direita). Fotos de Alan John Gardiner (2023) em Zonodo.

Apesar da sua pequena dimensão, com envergadura entre 30 e 36 mm, típica dos licenídeos, a Iolaus francisi destaca-se pela complexidade dos seus padrões cromáticos. Estas características desempenham funções ecológicas importantes, estando associadas tanto à comunicação entre indivíduos da mesma espécie como à evasão de predadores, através de mecanismos de camuflagem e disrupção visual.

O local da descoberta e a pressão sobre os seus ecossistemas

As florestas afromontanas, localizadas nas zonas mais altas da escarpa angolana e em outras regiões elevadas de África, são relíquias de períodos mais húmidos do passado. Hoje, funcionam como “ilhas ecológicas” isoladas e estão entre os ecossistemas mais raros, fragmentados e vulneráveis do continente (Huntley, 2023). Em Angola, ocorrem em pequenos enclaves, como nas montanhas do Moco, da Namba e na escarpa da Chela.

Em Angola, as florestas afromontanas ocupam menos de 1.000 hectares, com cerca de 85% dessa área concentrada na Serra da Namba, no Cuanza Sul — local onde foi descoberta a borboleta-safira de Francis. Identificadas cientificamente apenas em 2010, estas florestas desempenham um papel biogeográfico crucial, funcionando como ligação entre as formações afromontanas da África Oriental como Zâmbia, Malawi e Tanzânia e da África Ocidental, como nos Camarões.

Distribuem-se em manchas isoladas, principalmente em vales profundos e zonas rochosas, e estão inseridas na ecorregião 4 (Huntley, 2023).

Localização da ecorregião 4 indicada pelos manchas pretas: florestas Afromontanas: Fonte: Ecologia de Angola: Biomas Terrestres e Ecorregiões (Huntley, 2023)

Huntley reforça que estes ecossistemas se destacam como importantes centros de biodiversidade e endemismo em África, albergando espécies altamente especializadas e populações isoladas a mais de 2.000 km de habitats semelhantes noutras regiões africanas. A ocorrência dessa nova espécie de borboleta diurna, Iolaus francisi, nas florestas da Serra da Namba reforça esta designação. Portanto, estas montanhas permanecem como refúgios de biodiversidade ainda insuficientemente conhecidas pela ciência. Contudo, apesar de toda esta relevância, a maioria encontra-se desprotegida; actualmente, apenas o Morro do Moco e a Serra do Pingano detêm o estatuto oficial de áreas protegidas.

Montanhas do Namba, na província do Cuanza Sul, oeste de Angola. Fotografias de Alexandre Vaz (2023, à esquerda) e de Ryan Truscott (2024, à direita).

Borboletas, diversidade e índice de endemismo

As borboletas pertencem à ordem Lepidoptera, um dos grupos mais diversos do reino animal. São caracterizadas por asas cobertas de escamas microscópicas e por um ciclo de vida com metamorfose completa, passando pelas fases de ovo, lagarta, crisálida e adulto.

Escamas alares da I. francis. Fotos de Alan John Gardiner (2023) em Zonodo
Ovos de borboleta (P. demodocus). Foto de Feliciano Ginga (2024)
Lagartas de P. dardanus. Foto de Feliciano Ginga (2025)
Pupas de P. dardanus. Foto de Feliciano Ginga (2025)

Dentro deste grupo, as borboletas diurnas distinguem-se das mariposas por antenas terminadas em forma taco de Golf ou maça (clubadas) e por manterem as asas fechadas verticalmente sobre o dorso quando em repouso. Em contraste, muitas mariposas possuem antenas filiformes ou plumosas e repousam com as asas abertas ou inclinadas.

Borboleta noturna (Mariposa). Fotos de Feliciano Ginga (2025)
Parte apical da antena da mariposa. Microfotografia de Feliciano Ginga (2025)
Borboleta diurna. Fotos de Feliciano Ginga (2025)
Parte apical da antena de borboleta diúrna. Microfotografia de Feliciano Ginga (2025)

Dados recentes indicam que Angola alberga pelo menos 792 espécies e subespécies de borboletas diurnas, das quais cerca de 57 são endémicas. Este número posiciona Angola entre os principais centros de diversidade de borboletas em África, que conta com cerca de 4405 espécies, concentrando aproximadamente 18 % das espécies diurnas do continente.

Bioindicadores de um ecossistema em risco

As borboletas são amplamente reconhecidas como organismos-chave na avaliação da saúde dos ecossistemas. Devido à sua elevada sensibilidade às alterações ambientais e ao facto de serem relativamente bem conhecidas do ponto de vista taxonómico, funcionam como bioindicadores eficazes da dinâmica ecológica. Variações na sua abundância, distribuição ou diversidade podem sinalizar mudanças subtis ou profundas nos habitats, muitas vezes antes de outros organismos evidenciarem esses impactos.

Assim, a presença de borboletas raras ou endémicas em determinados habitats — como as florestas afromontanas da Serra do Namba — deve ser interpretada simultaneamente como um sinal de elevada integridade ecológica e como um alerta para a fragilidade desses sistemas. A sua monitorização contínua pode fornecer dados cruciais para orientar estratégias de conservação, sobretudo em regiões onde a pressão sobre os ecossistemas naturais continua a intensificar-se.

 

Fonte: News Mongabay, 2025

Luiana Guerra e David Nahenda

Luiana Guerra e David Nahenda

Next Post

Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas de Angola

Recomendado.

União Europeia e EcoAngola organizam limpeza de praia #JulhosemPlástico

Catadores De Materiais Recicláveis Em Angola

Inscreva-se.

Receba boletins informativos da EcoAngola, inscreva-se agora.

Junte-se aos nossos milhares de assinantes!

Tendências .

Tudo o que precisa saber sobre a Palanca Negra Gigante (Hippotragus niger variani)

Eutrofização: Processos, Causas e Impactos no Ambiente

Agapornis: Os Pássaros Do Amor (Lovebirds)

O Problema da Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos em Angola

A Importância dos Mangais para o Mundo

EcoAngola Logo

A EcoAngola é uma Associação não Governamental, sem fins lucrativos, vocacionada para a promoção da sustentabilidade com objetivo de preservar o ambiente e promover o bem-estar social em Angola.

Siga-nos

Posts recentes

  • Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas de Angola
  • Descoberta de nova borboleta azul expõe fragilidade das florestas de altitude em Angola
  • O apelo sócio-ambiental no discurso do Papa Leão XIV em Angola
  • Das casas, para as ruas até ao oceano: Como o lixo de Luanda chega ao Atlântico (caso benfica)
  • Como o acúmulo de resíduos e saneamento precário compromete solo e águas do rio Cabolombo

Boletim Informativo

Receba boletins informativos da EcoAngola, inscreva-se agora.

Junte-se aos nossos milhares de assinantes!

  • Website Criado Por Leonardo P.
  • Sobre Nós
  • Anuncie Connosco
  • Política de Privacidade
  • Contactos
  • Biblioteca Professor Serôdio

© 2020 EcoAngola

This website uses cookies to improve your experience. We'll assume you're ok with this, but you can opt-out if you wish. Cookie settingsACCEPT
Privacy & Cookies Policy

Privacy Overview

This website uses cookies to improve your experience while you navigate through the website. Out of these cookies, the cookies that are categorized as necessary are stored on your browser as they are as essential for the working of basic functionalities of the website. We also use third-party cookies that help us analyze and understand how you use this website. These cookies will be stored in your browser only with your consent. You also have the option to opt-out of these cookies. But opting out of some of these cookies may have an effect on your browsing experience.
Necessary
Always Enabled
Necessary cookies are absolutely essential for the website to function properly. This category only includes cookies that ensures basic functionalities and security features of the website. These cookies do not store any personal information.
Non-necessary
Any cookies that may not be particularly necessary for the website to function and is used specifically to collect user personal data via analytics, ads, other embedded contents are termed as non-necessary cookies. It is mandatory to procure user consent prior to running these cookies on your website.
SAVE & ACCEPT
Select Language

Junte-se a nós na execução do projecto Angola sem Plástico.

Leia mais
X
No Result
View All Result
  • 60 Minutos Eco
  • Alterações Climáticas
  • Anuncia Connosco
  • Biblioteca Professor Serôdio
  • Biblioteca Professor Serôdio
  • Biodiversidade e Conservação
  • Books
  • Checkout
  • Checkout
  • Clube Verde
  • Como Posso Ajudar
  • Contactos
  • Contactos
  • Donation Confirmation
  • Donation Failed
  • Donation History
  • EcoAngola
  • EcoEducando
  • EcoTV
  • Efemérides do Mês
  • Energias Renováveis
  • Escreva Para Nós
  • Impacto
  • Imprensa
  • Legislação
  • Movimento Verde
  • Obrigado – Confirmação
  • Obrigado – Movimento Verde
  • Order Confirmation
  • Order Confirmation
  • Order Failed
  • Order Failed
  • Parceiros
  • Política de Privacidade
  • Poluição
  • Programa Bukar 2025-2026
  • Programas
  • Projecto Capacitar para Construir
  • Projecto de Educação Ambiental para Comunidades Costeiras
  • Projecto EcoEducando
  • Projecto EcoKanucos
  • Projecto Jardim Rio Seco Patriota
  • Projectos
    • Projecto Angola sem Plástico
    • Projecto Permacultura Ya Tchi Yetu
    • Projecto Rua Limpa e Segura
  • REDEMPREENDE
  • REEDUCA
  • Relatórios
  • Resíduos e Reciclagem
  • Seja um Doador
  • Semana Verde da Juventude 2026
  • Sobre Nós
  • Sustentabilidade

© 2020 EcoAngola

Angola pangolin

Seja um agente de mudança!

Contamos com pessoas como tu, que compartilham as mesmas preocupações, e também o mesmo otimismo e determinação de acreditar que o meio ambiente pode e deve ser preservado. Apoie a EcoAngola e juntos fazemos a diferença!

Faça uma doação