• Biblioteca Professor Serôdio
  • Semana Verde da Juventude 2026
  • Campanhas
    • Biodiversidade e Conservação
    • Sustentabilidade
    • Resíduos e Reciclagem
    • Plásticos
    • Desflorestação
    • Energias Renováveis
  • Artigos
  • Eventos
    • Agenda de Eventos
    • Semana Verde da Juventude 2026
    • Efemérides do Mês
  • Projectos
    • REDEMPREENDE
    • Projecto Jardim Rio Seco Patriota
    • Projecto EcoKanucos
    • Programa Bukar 2025-2026
    • REEDUCA
    • Projecto EcoEducando
    • Projecto Capacitar para Construir
    • Mais Projectos
  • Recursos
    • Legislação
    • Relatórios
    • Clube Verde
    • Biblioteca Professor Serôdio
  • Como Posso Ajudar
    • Seja um Doador
    • Sobre Nós
    • Parceiros
DOAR
No Result
View All Result
  • Campanhas
    • Biodiversidade e Conservação
    • Sustentabilidade
    • Resíduos e Reciclagem
    • Plásticos
    • Desflorestação
    • Energias Renováveis
  • Artigos
  • Eventos
    • Agenda de Eventos
    • Semana Verde da Juventude 2026
    • Efemérides do Mês
  • Projectos
    • REDEMPREENDE
    • Projecto Jardim Rio Seco Patriota
    • Projecto EcoKanucos
    • Programa Bukar 2025-2026
    • REEDUCA
    • Projecto EcoEducando
    • Projecto Capacitar para Construir
    • Mais Projectos
  • Recursos
    • Legislação
    • Relatórios
    • Clube Verde
    • Biblioteca Professor Serôdio
  • Como Posso Ajudar
    • Seja um Doador
    • Sobre Nós
    • Parceiros
DOAR
No Result
View All Result
No Result
View All Result

As Mulheres na Linha da Frente dos Desafios Climáticos

Feliciano Ginga e Luiana Guerra by Eco Angola

As alterações climáticas estão a mudar profundamente as condições de vida no mundo, mas os seus efeitos não atingem todos da mesma forma. Em África, e especialmente em Angola, as desigualdades sociais e económicas agravam o impacto sobre os grupos mais vulneráveis. Entre estes, destacam-se as mulheres (sobretudo em zonas rurais) que são as mais afectadas, mas também têm um papel essencial na adaptação e na construção de soluções.

Em Angola, fenómenos como secas prolongadas, cheias e outros eventos extremos ameaçam a agricultura de subsistência, a segurança alimentar, o acesso à água e os modos de vida tradicionais. A província do Cunene é um exemplo claro: enfrenta secas repetidas que enfraquecem a agricultura e a pastorícia, afectando profundamente as comunidades locais ciclicamente.

As mulheres, responsáveis pela agricultura familiar, pela recolha de água e pelo sustento das famílias, sentem estes impactos de forma directa. Com a diminuição da disponibilidade de água e das colheitas, são obrigadas a percorrer distâncias maiores e a acumular mais trabalho físico e responsabilidades, o que agrava a sua vulnerabilidade económica e social. Esta situação reduz a sua participação nos processos de decisão comunitária e expõe-nas a riscos acrescidos, como a insegurança alimentar e a violência.

Além disso, normas tradicionais de acesso à terra e de tomada de decisões, geralmente dominadas por homens, reduzem as oportunidades das mulheres de participar nas estratégias de adaptação e de aceder aos apoios disponíveis.

A nível global verifica-se que:

  • As mulheres frequentemente assumem a agricultura de subsistência, recolha de água, cuidado dos filhos e de idosos. Estas tarefas tornam-se mais difíceis quando o clima se altera.
  • Cerca de 80% das pessoas deslocadas por alterações climáticas são mulheres. 
  • As mulheres no centro das adaptações climáticas são também confrontadas por normas sociais que limitam a sua participação plena.
  • As mulheres têm acesso limitado ao controlo de bens e serviços ambientais e têm pouca participação nas decisões de gestão ambiental.

Apesar das vulnerabilidades, as mulheres não são apenas vítimas — são protagonistas da adaptação. Em muitos contextos africanos, as mulheres:

  • Preservam e transmitem saberes tradicionais sobre uso sustentável dos recursos naturais, solos, água e biodiversidade. Por exemplo, o relatório da UNDP “Leading the Way: Women Navigating Climate Change, Mobility and Resilience in Africa” analisa várias iniciativas em que mulheres rurais ou deslocadas lideram adaptações.
  • Gerem soluções locais de água, de conservação de solo, de produção alimentar ou de comércio remoto, muitas vezes com recursos muito limitados, mas com profundo conhecimento local.
  • Quando têm acesso a recursos, crédito, redes de apoio e espaço de decisão, as suas iniciativas revelam efeitos multiplicadores na comunidade. O relatório da UN Women mostra que, por exemplo, no país de Costa do Marfim mulheres participando na sector de produção de manteiga de karité conseguiram modernizar processos e melhorar rendimento, reduzindo a pressão sobre florestas e ecossistemas. 

Esses exemplos demonstram que o empoderamento das mulheres não é apenas um tema de justiça social, mas sim uma condição essencial para a resiliência comunitária face às alterações climáticas.

Embora o papel das mulheres seja reconhecido, existem ainda várias barreiras actualmente:

  • Acesso limitado à terra e recursos: Poucas mulheres têm títulos de propriedade ou usufruto seguro, apesar de trabalharem na agricultura. Normas tradicionais favorecem os homens e dificultam o acesso feminino à terra e outros meios produtivos.
  • Normas culturais restritivas: As mulheres são muitas vezes limitadas a tarefas domésticas e têm pouca participação em decisões sobre políticas climáticas ou gestão de recursos.
  • Falta de financiamento, tecnologia e informação adaptada: Segundo a UNFPA e a UN Women, quando os planos climáticos ignoram as necessidades das mulheres, aumentam riscos como violência de género e casamento infantil.
  • Escassez de dados desagregados por sexo: A ausência de indicadores específicos de género dificulta a análise das desigualdades e o acompanhamento das respostas climáticas.

Para que as mulheres possam exercer plenamente o seu papel e contribuir para soluções climáticas eficazes, é essencial promover o seu empoderamento e inclusão através de várias medidas:

  • Garantir acesso equitativo à terra, água, sementes, meios de produção, crédito e formação técnica, permitindo-lhes aplicar práticas agrícolas sustentáveis e adaptadas ao clima.
  • Criar espaços de participação activa das mulheres nas decisões sobre adaptação climática, desde o nível comunitário ao nacional e internacional, assegurando que as suas vozes influenciem políticas e estratégias.
  • Valorizar os saberes tradicionais femininos, integrando-os no planeamento da adaptação, pois representam conhecimento local essencial para a gestão de recursos e mitigação de riscos.
  • Promover capacitação técnica e liderança, com programas em agricultura resiliente, gestão de água, energias renováveis e empreendedorismo verde, fortalecendo redes de mulheres.
  • Adoptar políticas climáticas com perspectiva de género, com metas, indicadores e orçamentos específicos para reduzir desigualdades.
  • Melhorar a recolha de dados desagregados por sexo e género, permitindo monitorar desigualdades e avaliar o impacto das intervenções.

Para Angola e África, passos cruciais incluem integrar a igualdade de género em todas as fases da acção climática (mitigação, adaptação, financiamento, educação), garantir que fundos climáticos internacionais incluam critérios de género e apoiar projectos liderados por mulheres. É também fundamental promover sinergias entre a acção climática e os direitos das mulheres, fortalecer alianças entre actores públicos e comunitários, e definir metas nacionais claras com mecanismos de prestação de contas.

As mudanças climáticas não só afectam homens e mulheres de forma desigual, como também aprofundam as desigualdades já existentes. Reconhecer as mulheres como agentes de mudança, e não apenas como vítimas, é fundamental para construir respostas climáticas mais justas, eficazes e duradouras. O empoderamento feminino é essencial para fortalecer a resiliência das comunidades.

Já viu o nosso projecto REDEMPREENDE? Conheça este projecto que apoia o desenvolvimento de empreendedorismo e particularmente para mulheres no Sul de Angola.

Referências Bibliográficas

  • Food and Agriculture Organization of the United Nations (FAO). New FAO database eyes gender gap in land rights. 2023. Disponível em: https://www.fao.org/newsroom/detail/New-FAO-database-eyes-gender-gap-in-land-rights/en
  • United Nations Development Programme (UNDP). Leading the way: Women navigating climate change, mobility and resilience in Africa. 2022. Disponível em: https://www.undp.org/africa/publications/leading-way-women-navigating-climate-change-mobility-and-resilience-africa
  • United Nations Development Programme (UNDP). Women can lead Africa’s climate adaptation and ensure sustainability of livelihoods. Comunicado de imprensa, 2023. Disponível em: https://www.undp.org/africa/press-releases/women-can-lead-africas-climate-adaptation-and-ensure-sustainability-livelihoods
  • United Nations Population Fund (UNFPA) – East and Southern Africa Regional Office. Climate Change and UNFPA in ESARO. 2023. Disponível em: https://esaro.unfpa.org/en/climate-change-esaro
  • United Nations Population Fund (UNFPA). ClimateEMPOWER: UNFPA and Zonta International initiative tackle disproportionate impact. 2023. Disponível em: https://www.unfpa.org/updates/climateempower-unfpa-and-zonta-international-initiative-tackle-disproportionate-impact
  • United Nations. Women in the Shadow of Climate Change. United Nations Chronicle. 2011. Disponível em: https://www.un.org/en/chronicle/article/womenin-shadow-climate-change
  • UN Women. Powering up women’s income in Côte d’Ivoire. 2017. Disponível em: https://www.unwomen.org/en/news/stories/2017/12/feature-powering-up-womens-income-in-the-ivory-coast
Feliciano Ginga e Luiana Guerra

Feliciano Ginga e Luiana Guerra

Next Post

Do sul de Angola, histórias reais de luta e esperança contra a seca

Recomendado.

Palestra sobre o papel da religião na protecção ambiental

Poluição Ambiental e Saúde Pública

Torne-se membro EcoAngola

Tendências .

Oferta de cursos ambientais em Angola – uma base de dados para orientar estudantes

Eutrofização: Processos, Causas e Impactos no Ambiente

Agapornis: Os Pássaros Do Amor (Lovebirds)

Reciclagem como solução climática e social em Angola

Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas de Angola

EcoAngola Logo

A EcoAngola é uma Associação não Governamental, sem fins lucrativos, vocacionada para a promoção da sustentabilidade com objetivo de preservar o ambiente e promover o bem-estar social em Angola.

Siga-nos

Posts recentes

  • Plásticos de uso único e impactos no ambiente (urbano, rural e natural)
  • Três rinocerontes baleados no Cunene: fazenda questiona condução da investigação
  • Como a Guerra Civil alterou os incêndios no leste de Angola
  • 24 anos após o fim da guerra civil, Angola aprova plano para conservação das girafas
  • No coração de Angola, a ciência encontra dezenas de espécies nunca vistas

Boletim Informativo

Receba boletins informativos da EcoAngola, inscreva-se agora.

Junte-se aos nossos milhares de assinantes!

  • Website Criado Por Leonardo P.
  • Sobre Nós
  • Anuncie Connosco
  • Política de Privacidade
  • Contactos
  • Biblioteca Professor Serôdio

© 2020 EcoAngola

This website uses cookies to improve your experience. We'll assume you're ok with this, but you can opt-out if you wish. Cookie settingsACCEPT
Privacy & Cookies Policy

Privacy Overview

This website uses cookies to improve your experience while you navigate through the website. Out of these cookies, the cookies that are categorized as necessary are stored on your browser as they are as essential for the working of basic functionalities of the website. We also use third-party cookies that help us analyze and understand how you use this website. These cookies will be stored in your browser only with your consent. You also have the option to opt-out of these cookies. But opting out of some of these cookies may have an effect on your browsing experience.
Necessary
Always Enabled
Necessary cookies are absolutely essential for the website to function properly. This category only includes cookies that ensures basic functionalities and security features of the website. These cookies do not store any personal information.
Non-necessary
Any cookies that may not be particularly necessary for the website to function and is used specifically to collect user personal data via analytics, ads, other embedded contents are termed as non-necessary cookies. It is mandatory to procure user consent prior to running these cookies on your website.
SAVE & ACCEPT
Select Language

Junte-se a nós na Semana Verde da juventude 2026.

Leia mais
X
No Result
View All Result
  • Campanhas
    • Biodiversidade e Conservação
    • Sustentabilidade
    • Resíduos e Reciclagem
    • Plásticos
    • Desflorestação
    • Energias Renováveis
  • Artigos
  • Eventos
    • Agenda de Eventos
    • Semana Verde da Juventude 2026
    • Efemérides do Mês
  • Projectos
    • REDEMPREENDE
    • Projecto Jardim Rio Seco Patriota
    • Projecto EcoKanucos
    • Programa Bukar 2025-2026
    • REEDUCA
    • Projecto EcoEducando
    • Projecto Capacitar para Construir
    • Mais Projectos
  • Recursos
    • Legislação
    • Relatórios
    • Clube Verde
    • Biblioteca Professor Serôdio
  • Como Posso Ajudar
    • Seja um Doador
    • Sobre Nós
    • Parceiros

© 2020 EcoAngola

Angola pangolin

Seja um agente de mudança!

Contamos com pessoas como tu, que compartilham as mesmas preocupações, e também o mesmo otimismo e determinação de acreditar que o meio ambiente pode e deve ser preservado. Apoie a EcoAngola e juntos fazemos a diferença!

Faça uma doação